Postado em terça-feira, 27 de janeiro de 2026 às 17:05

Coordenadoria de Igualdade Racial repudia fala de vereadora

Parlamentar do PL diz que foi mal interpretada; Idalina foi acusada de fala racista e de intolerância religiosa.


 Da Redação

Uma fala da vereadora Maria Idalina (PL), no último domingo, durante uma manifestação na Praça Getúlio Vargas, gerou forte reações e protestos. A Coordenadoria Municipal de Políticas Públicas de Promoção da Igualdade Racial publicou uma nota de repúdio, afirmando que as declarações ferem direitos constitucionais.

Um ato organizado, no último domingo, em apoio ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), preso no Batalhão da Polícia Militar, unidade conhecida como "Papudinha", dentro do complexo da Papuda, em Brasília (DF). Idalina chegou a dizer que o Brasil é um país de cristãos e acrescentou que é um país de “brancos”.

A coordenadora de Igualdade Racial, Camila Lélis, publicou um vídeo no qual afirma que o Brasil não é um país só de população branca, mas composto por diferentes matrizes etnico-raciais. Afirmou que o Brasil belo e forte é o que não discrimina e não nega a sua história. Camila também é ativista do Coletivo de Negros e Negras de Alfenas e vice-presidente da Fundação Palmares no Extremo Sul e Região.

Durante a sessão

Durante a sessão legislativa de segunda-feira, o assunto repercutiu em plenário e com a presença de manifestantes na plateia. O presidente da Câmara Municipal, Matheus Paccini (PDT), defendeu o Estado laico e afirmou que o Brasil não se inicia com uma missa, lembrando que o país foi formado pelos povos originários. 

A vereadora Maria Idalina durante a sessão legislativa de segunda-feira e, na plateia, várias pessoas protestaram (Fotos: Isabella Alves - Câmara Municipal)

 

Paccini disse ainda que não há ruas de Alfenas com sobrenomes africanos, mas até o século XIX a maioria da pouplação alfenense era composta por negros.

Para a Coordenadoria de Igualdade Racial, a liberdade de expressão não pode ser usada como instrumento para legitimar o discurso de ódio, intolerância religiosa ou discriminação racial. E completa: “especialmente proferidas por agentes públicos”.

Em nota, a Câmara Municipal afirmou que as manifestações individuais de parlamentares não representam o posicionamento oficial do Legislativo.

Outro lado

Maria Idalina disse, em nota, que sua fala foi distorcida e mal interpretada. Disse que, em nenhum momento, teve a intenção de ofender, discriminar, excluir ou diminuir qualquer pessoa ou grupo social, etnia ou crença religiosa.

“Reconheço, com humildade e responsabilidade, que a forma como a fala foi apresentada pode ter causado desconforto, dor ou sensação de exclusão em algumas pessoas”, afirmou a vereadora.



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